21.5.09

Momento de inspiração!

O mundo assiste impávido e sereno a uma guerra completamente desproporcionada, em claro desrespeito pelo Direito Internacional, mas que, ainda assim, é assistida pela comunidade internacional de uma forma extremamente, mas, não surpreendentemente benevolente. Existem razões económicas e políticas que forçam a comunidade internacional a não intrometer-se de uma forma mais imperativa num conflito que moldou e continua a moldar um processo de formação de dois Estados-nação diametralmente opostos, mas incontornavelmente com alguns pontos coincidentes, porém existem razões morais que deveriam prevalecer sobre quaisquer outras razões existentes e para isso exige-se uma reacção mais concisa e concertada dos países constituintes da União Europeia. Estamos perante um conflito que tem como principais oponentes um David e um Golias. Um Golias que se faz valer do seu poderio bélico e do apoio das superpotências ocidentais para proferir alegações de legítima defesa como desculpa para violações claras dos Direitos Humanos, contra um humilde, resistente e ardiloso David que apenas tem o apoio da comunidade muçulmana circunvizinha que anseia incessantemente mostrar ao Ocidente o seu poderio nuclear. E aqui reside a principal ameaça ao futuro da humanidade, portanto, mostra-se importante, desde já, resolver as questões relacionadas com os países apoiantes da causa palestiniana de forma a evitar “guerras sem vencedores”. Paira, no entanto, um problema que parece não ter solução à vista. Quer os judeus, quer os árabes palestinianos alegam que a terra em disputa lhes pertence há séculos. Os palestinianos reiteram que aquando a Declaração de Balfour (parecer favorável, 90% das pessoas que viviam na região da Palestina eram árabes e a Inglaterra não tinha que fazer qualquer promessa aos judeus à custa dos árabes. Já os judeus, por seu lado, datam a pretensão àquela terra desde os tempos bíblicos. Ou seja, da mesma forma que as pretensões de ambos relativamente ao território se perde no tempo, o mesmo acontece com o conflito, com a ressalva de que este parece não ter fim à vista.Mas mais do que uma análise histórico-sociológica, os modernos avanços no conflito, nomeadamente o surgimento de organizações não -estatais a concorrerem com os seus próprios projectos, tudo veio contribuir para um exacerbar das tensões existentes, assim como catalisar os efeitos subsequentes. Desde a crescente militarização das tropas Israelitas até ao seu programa nuclear clandestino, passando pelo financiamento soviético aos movimentos subversivos palestinianos, e mais recentemente do Irão, tudo aponta para a continuação desta lógica conflitual para o próximo quarto de século.Por isso e por todas as atrocidades que têm vindo a ser cometidas, decidi elaborar uma dissertação relacionada com o conflito para me sentir na obrigação de saber mais sobre um dos problemas mais pertinentes e urgentes do meu tempo. Também na qualidade de cidadão europeu e estudante do curso de Estudos Europeus, não seria curial da minha parte não direccionar todas as minhas capacidades para entender a posição da União Europeia relativamente a este assunto e saber até que ponto é que a mesma, tem desempenhado a missão decorrente das obrigações que lhe competem na gestão da ordem internacional vigente. Para isso, não seria coerente, não referir as metamorfoses que a Política Externa de Segurança Comum tem sido sujeita até então, de maneira a que esteja dotada de capacidades para poder resolver os problemas de hoje, antecipando os de amanhã.

Sem comentários:

Enviar um comentário