27.4.09

El Dourado

Desde o momento que nascemos somos bombardeados com conteúdos teológicos que, contra tudo o que representa ser livre, impõem um estilo de vida comprimido por dogmas e crendices. Cedo começa então, um insulto a inteligência que nos foi concebida por uma evolução empírica.

Podem esquecer a ideia de ser-se livre pois longe está o dia no qual poderão considerar-se como tal, a não ser que o contexto actual deste mundo mude radicalmente do dia para a noite. Porém, só foi possível chegar aos dias de hoje através de um processo tradicional que luta ferozmente contra uma anarquia desejada por muitos. Então, onde se encontra a verdadeira felicidade de ser livre? Num mundo totalmente ausente de normas e juízos morais no qual és o senhor de ti próprio e das tuas vontades ou num mundo em que mal acordas és chicoteado e esbofeteado por responsabilidades e deveres que brotam sem parar? A resposta se existe não é conhecida, aqueles que procuraram o seu El Dourado, não mais voltaram, talvez se tenham perdido ou talvez o tenham encontrado só que num acto de puro egoísmo não enviaram um convite aos demais.

Hoje fui à(s) aula(s)!

Hoje aprendi uma coisa nova!E fiquei decepcionado.Não é que o cozido à portuguesa de que nós tanto nos gabamos de ser nosso, afinal não o é.Isso mesmo!não é nosso...Aquela orelheira.Aquele toucinho.Aquela chouriça.Aquele cachaço...hmmmm!!
A sua origem remonta ao início da Idade Média.Aquando da ocupação dos visigodos da península ibérica, estes inventaram esta iguaria.Como se sabe, os Árabes não comem carne de porco, e como na altura tinham intenções de conquistar a península, os Visigodos,numa atitude que se veio a revelar tresloucada dada a perda da guerra para os Árabes e o retirar do "nosso" território para as Astúrias, atormentavam os Árabes com toda essa panóplia que parecia não acabar de carne com origem suína.Vamos todos orar ao Além, para que os Estados Unidos da América e todas as potências adjacentes,revejam a sua política externa ou então, que não se lembrem de inventar uma iguaria que fira susceptibilidades e os Árabes venham cá e expludam isto tudo...Só estou a alertar!

O chão que pisas não existe!

Hoje chorei!Chorei tão desalmadamente que tive vergonha de mim próprio.Só queria era fugir dali e ir para um sítio, qualquer, onde pudesse chorar à vontade.Chorei perante aquilo que chamam de multidão, mas que eu prefiro apelidar de vara.Vara essa que permaneceu estática e serena perante um indivíduo de faixa etária elevada que se deixou cair em plena passadeira.Todos seguiam as suas vidas como se nada fosse.E o indivíduo a chorar...a gritar...a desesperar!E ainda têm o desplante de afirmar que a população portuguesa tem compaixão?!Tem respeito?!A mim não me enganam.Eu vi...Eu vi que o chão que, até então, tão bem sustentava o peso do idoso foi adulterado. Foi-lhe retirada a dignidade da sua função!E por quem?!Por quem?Pela vara. Pela mesma vara que não teve a coragem de estender a mão, de acudir quem mais precisava naquela altura, independentemente da razão para o fazer...Tenho vergonha!Vergonha de ao passar na rua ser incluído na mesma vara que não conseguiu ter um gesto de civismo..tão simples!Vou hibernar.........acordem-me quando morrer!

Não há desculpa!


Nunca acordas te com a sensação de que não estas a fazer a coisa certa? Ou talvez a coisa certa seja apenas dolorosa e para tua defesa tentas pensar que ela é errada… é difícil encarar, é difícil dizer vamos em frente, mas no final de contas temos de ser maduros e admitir que por situações passadas que se foram acumulando foste tu próprio a tornar tudo isto numa necessidade e agora tens de acarretar com as consequências, não há desculpa.

Cidadão clandestino


O mundo moderno leva cada vez mais o cidadão comum a um distanciamento da realidade, uma realidade que nos serviu de padrão para uma evolução que se diz por ai, ter sido extraordinária. Bem talvez o conceito de extraordinário esteja um pouco distorcido na minha mente, pois não consigo enquadrar o extraordinário dentro deste conceito tão proferido de evolução humana, ou pelo menos tem sido cada vez mais difícil.

A essência do viver perdeu-se com o tempo, o vácuo apoderou-se das pessoas e estas enganadas por um sentimento de facilidade de vida que se instituiu, pouco se importaram. Uma sociedade frágil que vive na precariedade moral foi o resultado deixado.

Cidadão clandestino porque um verdadeiro cidadão não é aquele que tem a papelada em dia e paga as suas contas mas sim aquele que tem as ideias no sitio e faz jus ao estatuado de ser humano. No fundo vivemos todos na clandestinidade, não somos capazes de transportar para fora o que realmente somos, o medo da exposição transforma-nos, faz-nos perder identidade…o significado de vida desvanece-se por entre ideias que não são as nossas, obliterando completamente o nosso eu.

26.4.09

Domingo...


Não há nenhum como ele, nenhum que consiga de uma maneira tão peculiar reunir tanta vontade de não fazer nada, ao mesmo tempo que nos remete para um sofrimento bastardo e estúpido… tanto faz brilhar no alto aquela estrela amarela que supostamente deveria provocar um sorriso na cara e fazer-nos gritar bem alto: “ sou feliz”, como estar o céu a cair em pedaços que a nossa atitude vai ser exactamente a mesma, não fazer nada a não ser lamentar o amanhã, aquela maldita segunda-feira. Olhando de uma perspectiva psíquica, talvez queira dizer que não estamos bem com a vida que temos, talvez queira dizer que é preciso mudar…”xiu!”… Palavra proibida no dicionário do cidadão comodista, não quero arranjar problemas comigo mesmo, aliás o meu outro eu, aquele mais afastado da consciência, está a dizer-me para parar de escrever caso contrário vou ter bastantes problemas, é melhor ter cuidado….

o início

apaguei o que estava aqui, não achei bem agora que li passado tanto tempo. A critica aos lagartos mantém-se...

25.4.09

Tenho medo da comuni(socie)dade!!


Confesso que estou a deixar-me influenciar pela comunidade que me rodeia...Todos os dias que passo pela rua Padre António Vieira, na cidade de Coimbra, há sempre algo que me desperta atenção: "sem revolucionários, não há revolução".
Eu pressinto que a mensagem não era directamente vocacionada para os meus olhos, mas sim para a comunidade onde os meus olhos se inserem, mas, não me esqueço da frase que penso que define de uma forma espantosa a comunidade em que vivemos!E porque digo que me estou a deixar influenciar pela comunidade que me rodeia?Simplesmente, porque eu tinha a mania que ia mudar o mundo......